domingo, 29 de março de 2015

Você sabe diferenciar Lesão Aguda de Lesão Crônica?





 A identificação de lesão aguda e crônica é feita através da anamnese, analisando se há dor na região, incomodo ao realizar algum tipo de movimento, dor contínua e início dos sinais e sintomas.


Lesão Aguda: ocorre imediatamente após um traumatismo, sendo ocasionais e geralmente acidentais. Exemplos de lesões agudas: torções, luxações e fraturas.
Nestes tipos de lesões vamos observar a presença de três fases, sendo elas:


Fase Inflamatória

      Esta fase se inicia imediatamente após a lesão, podemos encontrar: calor, rubor (vermelhidão), dor, edema (inchaço) e hematomas no local lesionado. Estes sintomas podem causar uma limitação ou incapacidade funcional do membro lesionado. A fase inflamatória serve para remover tecidos e permitir o crescimento de novos capilares, que transportam materiais necessários para o reparo do tecido, podendo durar vários dias dependendo da gravidade.

      O tratamento indicado é colocar gelo de imediato, para que reduza o inchaço e a dor, provocando o estreitamento dos vasos sanguíneos e contendo a hemorragia interna local, responsável pelo hematoma.


Fase de Proliferação

      A proliferação implica crescimento de novo tecido. A fase proliferativa se inicia quando há redução da fase inflamatória, por volta do 4º dia após a lesão e se estende aproximadamente até o término da segunda semana. A taxa de reparo e o tipo de tecido gerado são influenciados por vários fatores. As características clínicas dessa fase são: dor somente ao movimento ativo com restrição da amplitude de movimento, pois o tecido ainda é imaturo, e sem boa oxigenação.



Fase de Maturação

      A fase de maturação se inicia no 7º dia, e o tempo de duração desta fase é determinado pelo tipo de tecido lesionado, para que o mesmo retome a sua função original. Tecidos mais vascularizados tendem a passar por essa fase mais rapidamente do que tecidos pouco vascularizados. O indivíduo quase não apresenta dor e tem uma amplitude de movimento ativa quase completa.

Lesão Crônica: Se os sintomas de uma lesão aguda se prolongarem  por mais de 90 dias, sem cura, já pode ser considerada uma lesão crônica, normalmente causada por esforços repetitivos. Mas nem toda lesão crônica tem início em uma fase inflamatória, por exemplo, as degenerativas. A característica mais marcante é a dor, que pode ser percebida ao longo de um período sem que haja alívio, com isso restringe a realização de atividades.

      Tratamento com calor é mais indicado para tratar lesões crônicas, uma vez que estimula o fluxo sanguíneo, aumenta a elasticidade dos músculos e dá sensação de relaxamento. O calor amplifica a circulação relaxando os espasmos musculares e músculos contraídos. Exemplos de lesões crônicas: tendinite, bursite e artrite.
 

 


2 comentários:

  1. Ótima explicação sobre a diferença das lesões e de fácil entendimento!

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  2. O importante de saber a diferença entre estes tipos de lesões é que dependendo do tipo de lesão (aguda ou crônica) a minha intervenção pode ser completamente diferente, já que nem sempre elas respondem aos mesmas recursos.
    Muito boa a matéria!

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