segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Os efeitos do aquecimento e do resfriamento na capacidade de contração do músculo quadríceps femoral

RECURSOS TERAPÊUTICOS TÉRMICOS, O QUE SÃO?

Os recursos terapêuticos térmicos são dispositivos utilizados para fornecer (aquecimento) ou retirar (resfriamento) calor de um tecido biológico, modificando sua temperatura com a finalidade de se obter um efeito terapêutico.


     Para que ocorra a transferência de calor e a variação de temperatura do tecido, existem três métodos, são eles:
Condução: A transferência acontece pelo contato entre dois sólidos.
Convecção: A transferência ocorre pelo contato entre um líquido ou gás com um sólido.
Radiação: A transferência se dá sem contato direto. 

    A variação de temperatura será influenciada pelas características e propriedades térmicas do tecido, área a ser tratada, tempo de aplicação e a potência térmica do recurso. Essa variação de temperatura irá desencadear reações fisiológicas como mudança no fluxo sanguíneo e no metabolismo local, na velocidade de condução das fibras nervosas e na extensibilidade do colágeno, sendo que, por consequência são alcançados efeitos terapêuticos como analgesia e relaxamento muscular.

     Com isso, Corrêa et. al. (2012) avaliaram os efeitos da crioterapia no momento máximo de força isométrica (MMFI) do músculo quadríceps femoral em momentos distintos de tempo. Este estudo foi realizado em 13 mulheres saudáveis, que receberam aplicação da crioterapia por 20 minutos, utilizando uma compressa de gelo triturado sobre a região anterior da coxa (cobrindo totalmente o quadríceps femoral).   Os autores não citaram se a compressa foi isolada do ambiente. Para a mensuração do MMFI foi usado o dinamômetro isocinético Cybex.




O MMFI foi avaliado em todas as participantes de 4 formas.

1 - Sem aplicação de gelo.
2 - Imediatamente após a aplicação do gelo.
3 - 30 minutos após a aplicação do gelo.
4 - 60 minutos após a aplicação do gelo.

No final do estudo, foi observado que não houve diferença estatisticamente significativa na força dos músculos  extensores de joelhos entre os tempos avaliados, tanto quando comparado através da média das 3 tentativas (p = 0,410), quando comparado através do maior valor obtido (p = 0,364), sendo que foi assumido o valor de p < 0,05 (α = 5%) como estatisticamente significante.
Em relação ao aquecimento, Boldrini et al. (2012) analisaram os efeitos da diatermia por ondas curtas (DOC) no torque do músculo quadríceps femoral, gerado pela contração voluntária e eletricamente induzida em 28 indivíduos assintomáticos; (13 do gênero masculino e 15 do gênero feminino),os autores avaliaram também o desconforto gerado pela corrente elétrica. A capacidade de produção de torque foi avaliada por um dinamômetro isocinético por meio de contrações isométricas voluntárias máximas (CIVM) e eletricamente induzidas (TEI).
Os participantes foram submetidos a alguns procedimentos tais como: mensuração do torque através de contração voluntária; contração voluntária após a aplicação do calor e contração eletricamente induzida após o calor. O desconforto sensorial durante a estimulação elétrica foi avaliado com a escala visual analógica (EVA).
Ao final do estudo, os autores observaram que após a aplicação da diatermia por ondas curtas do tipo capacitivo, no músculo quadríceps femoral do membro inferior dominante, com uma dose de calor moderada durante um período de 20 minutos, não houve influencia sobre o torque gerado pela contração voluntária máxima (p= 0,594).

Apesar dos resultados observados, deve-se ter cautelas em relação ao uso de modalidades de aquecimento ou resfriamento em músculos que serão posteriormente submetidos ao treinamento de força. 



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
CORRÊA Barbosa Juliana, PELEGRINI Stella, AMBROSIO Paniza Ricardo, AFINI Felipe Luiz MINECHELLI Felipe Luiz,
LIEBANO Eloin Richard. Efeitos da crioterapia no momento máximo de força isomética do quadríceps. R. Bras. Ci. E Mov 2012;20(4):99-105.
BOLDRINI Chittero Fábio, LOPES Dias Alexandre, LIEBANO Eloin Richard. Efeitos da diatermia por ondas curtas no torque do músculo quadríceps femoral durante a estimulação elétrica neuromuscular e contração voluntária em indivíduos saudáveis. Rev. BrasMed Esporte - Vol. 19, No 4 - Jul/Ago, 2013
BLOG RECURSOS TERAPEUTICOS FISICOS. Frio e quente. Disponível em: http://blog.recursosterapeuticos.com.br/2013/10/banho-de-contrastre.html
ACTION SPORT PHYSIO. Dinamômetro Isocinético. Disponível em: http://www.actionsportphysio.com/en/services/techniques/isokinetic-training-biodex-cybex/


sábado, 18 de novembro de 2017

Comparação entre as correntes: pulsada bidirecional e Russa em relação ao conforto

A estimulação elétrica neuromuscular (EENM) refere-se ao estimulo elétrico aplicado de forma terapêutica sobre o tecido neuromuscular, através do sistema nervoso periférico preservado. Qualquer corrente elétrica que permite ajustar os parâmetros para gerar um potencial de ação na fibra motora pode ser chamada de corrente excitomotora. São exemplos, as corrente pulsada bidirecional, corrente Aussie, Russa e interferencial. A corrente pulsada bidirecional é definida como de baixa frequência (1Hz a 200 Hz) e as demais citadas são correntes alternadas de média frequência (1.000Hz a10.000Hz).
Os principais objetivos da EENM são: manutenção do trofismo muscular e da amplitude de movimento, ganho de força e treinamento funcional. 

Exemplo de estimulação elétrica do músculo quadríceps femoral
(Técnica bipolar)

Perante o exposto, Brasileiro et al. (2000) realizou um estudo com objetivo de comparar a capacidade de geração de torque e do conforto sensorial das correntes de baixa e média frequência aplicadas sobre o músculo quadríceps femoral. Dezoito indivíduos, do sexo masculino, saudáveis, com idade entre 19 e 25 anos, participaram do experimento.
Os indivíduos foram submetidos a um único teste. O dinamômetro isocinético computadorizado foi utilizado para avaliar a capacidade de geração de torque através da realização de contrações isométricas voluntárias do quadríceps femoral direito em um ângulo de 60 graus de flexão do joelho.
Cada individuo foi submetido a dois tipos de EENM (correntes de baixa frequência e média frequência), que foram aplicadas primeiro isoladamente e depois associado a contração voluntaria máxima. O torque induzido eletricamente em cada uma das situações foi registrado pelo dinamômetro isocinético e o desconforto sensorial associada a cada um dos seus protocolos de estimulação foi avaliado através da escala visual analógica (EVA). 


As correntes e os parâmetros utilizados no estudo estão representados na tabela abaixo:










As correntes foram transmitidas através de um único canal de saída, bifurcado com dois cabos isolados de 1,20 metros de comprimento, os eletrodos utilizados foram autoadesivos com dimensões idênticas de 8 × 12 cm, sendo fixados um no triângulo femoral onde se localiza à saída do nevo femoral e o outro na parte distal do músculo quadríceps, 5 cm acima da borda suprapatelar. 

Conclusões do estudo

- Não houve diferença entre a capacidade de geração do torque produzido pelas correntes pulsada bidirecional e Russa.
- Entre as formas do EENM não existe uma que possa ser considerada como mais confortável.
- Os autores reforçam que essas conclusões são limitadas à estimulação de indivíduos saudáveis que não têm problemas com o desempenho muscular. Portanto, outros estudos comparativos sobre o EENM para o fortalecimento devem ser realizados, principalmente em populações de pacientes com déficit de força muscular.

Referências Bibliográficas:
Thiago Fukuda. Disponível em: http://www.thiagofukuda.com/uso-da-eletroestimulac%CC%A7a%CC%83o-neuromuscular-em-fisioterapia
Brasileiro, J., S., etc al.  Estudio comparativo entre la capacidad de generación de torque y la  incomodidad sensorial producidos por dos formas de estimulación eléctrica neuromuscular  en sujetos sanos. São Paulo, Revista Iberoam Fisioterapy Kinesiology 2000;3(2):00-00

Robinson, A., J.; Snyder-Mackler, L. Clinical Electrophysiology: electrotherapy and electrophysiologic. 2ª ed. Baltimore, Editora Lippincott Williams & Wilkins.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Termoterapia para ganho da flexibilidade muscular

Resfriamento ou aquecimento para auxiliar no ganho da flexibilidade muscular? 


Segundo Bandy et al. (1997), a flexibilidade muscular é definida como habilidade de um músculo alongar-se, permitindo que uma articulação (ou eventualmente mais de uma) se mova através da sua amplitude de movimento. A perda da flexibilidade muscular é revelada pela redução da capacidade de um músculo deformar-se, resultando numa redução da amplitude de movimento. O componente viscoelástico do músculo tem sido apontado como um fator mecânico que limita o alongamento passivo e ativo dos tecidos contrátil e elástico, alterando a amplitude de movimento. Os recursos de aquecimento tecidual aumentam a extensibilidade do colágeno tornando os tecidos mais maleáveis. Já os recursos de resfriamento tecidual diminuem a extensibilidade do colágeno, o que deixa o tecido com uma característica mais plástica.
Diante disso, Brasileiro et al., (2007) realizou um estudo com o objetivo de avaliar a influência do resfriamento e do aquecimento muscular local, antes das técnicas de alongamento, sobre a flexibilidade dos músculos isquiotibiais de indivíduos saudáveis.

           Metodologia do estudo

Foram selecionados 40 indivíduos (12 homens e 28 mulheres), divididos em 4 grupos de dez pessoas cada, sendo: grupo 1, o grupo controle; grupo 2, o de alongamento (técnica de sustentação-relaxamento) para os músculos isquiotibiais, por duas semanas consecutivas; grupo 3, o de alongamento precedido da aplicação de crioterapia (25 minutos) e o grupo 4 foi o grupo alongamento precedido de aquecimento com diatermia por ondas curtas (25 minutos).
Foi avaliado inicialmente o ângulo extensor do joelho dominante de todos os participantes. A posição em que o indivíduo se encontrava era de decúbito dorsal com o quadril a 90º sobre uma prancha ajustável, como demostrado na figura abaixo. 

Fonte: Brasileiro JS, Faria AF, Queiroz LL., 2007, p. 59

Ao apresentar os resultados, Brasileiro et al., (2007), apontaram que:
Os três grupos experimentais aumentaram significativamente a ADM em relação ao grupo controle. Os ganhos médios diários, considerados efeitos agudos (ganho de flexibilidade em curto período), mostraram diferenças significativas em favor do grupo submetido ao resfriamento, quando comparado aos demais (p= 0,008). Em relação aos efeitos crônicos (ganho de flexibilidade a longo prazo), não foi observada diferença significativa entre os três grupos experimentais, embora todos diferiram do controle.

Hipótese e conclusões dos autores do estudo

A hipótese inicial dos autores era que o grupo em que fosse aplicado o resfriamento e o aquecimento na região dos músculos isquiotibiais iria obter um ganho de flexibilidade maior tanto no efeito agudo quanto crônico e o grupo controle não teria um ganho significativo. 
As conclusões dos autores foram que sessões de alongamento, aplicadas diariamente, aumentaram significativamente a flexibilidade dos músculos isquiotibiais. Os efeitos agudos foram maiores no grupo submetido ao resfriamento, quando comparado aos grupos somente alongado ou aquecido. Os efeitos crônicos não foram influenciados pelo aquecimento nem pelo resfriamento. 

Hora de testar os conhecimentos!! 
Dê o play no vídeo abaixo para fixar o conteúdo e em seguida responda o quiz.







Respostas: 1-F, 2-F, 3-V, 4-F, 5-V, 6-F




Referências Bibliográficas 
Brasileiro JS, Faria AF, Queiroz LL. INFLUENCIA DO RESFRIAMENTO E DO AQUECIMENTO LOCAL NA FLEXIBILIDADE DOS MUSCULOS ISQUIOTIBIAIS. Rev. bras. fisioter., São Carlos, v. 11, n. 1, p. 57-61, jan./fev. 2007
 ESPAÇO BAMBUI. Yoga. Disponível em: <http://espacobambui.com.br/especialidade/yoga/>. Acesso em: 11 out. 2017.
DREAMS TIME. Gelo - mãos frias. Disponível em: <https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-royalty-free-gelo-m%c3%a3os-frias-image17241925>. Acesso em: 11 out. 2017.




sábado, 14 de outubro de 2017

Crioterapia: incidentes com uso do resfriamento tecidual na articulação do joelho.

A crioterapia é a utilização do frio para retirar calor dos tecidos. Pode ser aplicada de diversas formas: como sólido (gelo), líquido (água) e gasosa (spray). É um recurso bastante utilizado na prática clínica, principalmente na fase inflamatória aguda com o objetivo de diminuir a dor e controlar a formação do edema.Por ser um recurso acessível de baixo custo, muitas vezes é utilizado de maneira inadequada podendo em  alguns casos levar a danos teciduais.


Diante disso, Selfe et al. (2007) realizaram um estudo de caso com objetivo de avaliar os efeitos deletérios do resfriamento sobre a região da patela por meio de imagens térmicas.
O caso analisado faz parte de um projeto de pesquisa que investiga a eficacia de diversas modalidades crioterápicas  aplicadas sobre a articulação do joelho. Nesta pesquisa participaram 23 indivíduos do sexo masculino,saudáveis. Destes, um indivíduo, 43 anos, se ofereceu para participar do estudo de caso. 

Aplicação de crioterapia:

Os dados de temperatura foram coletados usando uma termocâmera (Flir Systems, Thermovision A40M, Danderyd, Suécia).
Foram colocados quatro pequenos marcadores termicamente inertes, nos seguintes locais:

- base da patela 
- nível da linha articular tibiofemoral
- borda lateral da patela
- no tubérculo tibial

Antes da aplicação do recurso foi realizado o teste de sensação térmica no local da área a ser estudada.
Foi aplicada uma bolsa de gel na articulação do joelho direito do indivíduo por 20 minutos. Durante a aplicação, o mesmo relatou primeiro a sensação de muito frio, mas não se queixou de dor, posteriormente informou que a intensidade da sensação de frio diminuiu se tornando mais confortável. Após a remoção da bolsa de gel, ficou claro que o participante sofreu uma reação adversa, pois a área onde a bolsa de gel estava em contado apresentava uma zona de eritema.

Considerações e resultados:
Imediatamente após a remoção da bolsa de gel, houve uma queda de 17,9 °C em relação à temperatura basal que era 29,4 °C, no individuo do estudo de caso. Nos demais participantes houve uma queda de 9 °C em relação a temperatura basal que era de 29,0 °C.

No período de reaquecimento houve uma aumento da temperatura de 11,8 °C do indivíduo do estudo de caso e de 4,8°C nos demais participantes, observado na figura 2.


A maioria dos incidentes ocorre com tempo de aplicação de 30 minutos ou mais, mas em relação ao estudo de caso o recurso foi aplicado por 20 minutos, o que comprova que o tempo de duração não é a principal causa da queda excessiva da temperatura.

Abaixo segue as imagens da termocâmera antes da aplicação do recurso, imediatamente após a retirada do recurso e 25 minutos após a remoção do mesmo.


Os autores destacam nas conclusões do artigo algumas considerações importantes para tomada de decisão clínica durante a aplicação de um recurso crioterápico, tais como: 

- a temperatura pré-aplicação das modalidades de crioterapia em relação ao gradiente térmico, e as características anatômicas da região alvo;
- atenção a aplicação da crioterapia em um ambiente quente, pois isso pode influenciar o gradiente de temperatura inicial. 


Para os fisioterapeutas a crioterapia é um importante agente físico que auxilia no processo de reabilitação. Portanto é necessário que os profissionais conheçam bem as modalidades e as técnicas de aplicação  dos recursos de resfriamento, para obter resultados satisfatórios durante a prática clínica. 


Referência:

James Selfe, Natalie Hardaker, Jonathan Whitaker, Colin Hayes, Thermal imaging of an ice burn over the patella following clinically relevant cryotherapy application during a clinical research study, Department of Allied Health Professions, University of Central Lancashire, Reino Unido, Physical Therapy in Sport 8 (2007) 153–158, Received 28 November 2006; revisão 6 Março 2007; accepted 25 Abril de 2007.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Correntes pulsadas de baixa frequência e correntes alternadas de média frequência: existe diferença entre o torque e o conforto?

O que é uma corrente excitomotora?

É qualquer corrente elétrica que permite ajustar ou tenha os parâmetros adequados para gerar um potencial de ação na fibra motora, podendo ser utilizada para auxiliar a contração muscular.
A eletroterapia excitomotora pode ser usada na fisioterapia quando a contração muscular voluntária não for possível ou estiver sendo realizada com compensações, com o objetivo de ganhar força, manter o trofismo e a amplitude de movimento e realizar treinamento funcional.
As correntes pulsadas de baixa frequência (1Hz a 200 Hz) e correntes alternadas de média frequência(1.000Hz a 10.000Hz) são exemplos de correntes excitomotoras. A escolha da utilização dessas correntes depende da capacidade de barreira da pele. As correntes alternadas de média frequência fazem com que a pele reduza a sua resistência, evitando que a energia elétrica se espalhe para a região periférica, permitindo assim, a formação de um campo elétrico mais potente. E isso, por sua vez, poderia teoricamente gerar contrações musculares mais fortes, quando comparada às contrações geradas pelas correntes pulsadas de baixa frequência.


Diante disso, Dantas et al.2015 compararam o torque e o desconforto promovidos por 4 tipos de correntes (2 correntes alternadas - Russa e Aussie - e 2 correntes pulsadas), aplicadas no músculo quadríceps femoral isoladamente ou em combinação com a contração voluntária máxima (CVM) desse mesmo músculo. O estudo foi realizado em mulheres saudáveis e para medir a CVM foi utilizado um dinamômetro isocinético e para medir o nível de desconforto foi utilizada a escala visual analógica (EVA) de dor.


Abaixo segue as características das correntes utilizadas no estudo e resultados obtidos:


          Observações dos procedimentos da estimulação elétrica neuromuscular:


1- Os eletrodos foram posicionados da seguinte maneira: Canal 1- o eletrodo distal foi colocado no ponto motor do músculo vasto medial e o eletrodo proximal foi colocado a 15 cm acima do eletrodo distal no músculo reto femoral. Canal 2- o eletrodo distal foi posicionado no ponto motor do músculo vasto lateral e o eletrodo proximal foi colocado a 15 cm acima do eletrodo distal no músculo reto femoral.
2- Foram utilizados tempo ON de 10 segundos, com 3 segundos para construir intervalos de descanso de 3 minutos para restaurar reservas de energia muscular em todas as 4 correntes aplicadas.
3- A duração de pulso e a frequência das correntes pulsadas foram ajustadas para coincidir com as da corrente Russa e Aussie.


A hipótese inicial do estudo sugeria que não existiria diferença na produção de torque e no nível de desconforto gerado pelos 4 tipos de correntes excitomotoras testadas, e que a estimulação elétrica neuromuscular (EENM) associada a contração voluntária máxima não proporcionaria um torque  maior quando  comparado a EENM isolada. Porém, conclusões obtidas foram: 

1- A corrente Aussie e as correntes pulsadas são vantajosas em comparação com a corrente Russa para induzir o torque isométrico da extensão do joelho em mulheres saudáveis, diferente do que se pressupunha inicialmente.
2- Não há vantagem em combinar a EENM com a contração voluntária máxima,  pois não houve diferença significativa no torque gerado pelos 4 tipos de correntes associadas a contração voluntaria máxima, confirmando a hipótese inicial.
3- Nenhuma diferença no nível de desconforto auto-relatado foi observado entre as correntes alternadas e as correntes pulsadas.


Referências Bibliográficas:
  • ·        DANTAS, L. et al. Comparison between the effects of four different electrical stimulation current waveforms on isometric knee extension torque and perceived discomfort in healthy women. Muscle&Nerve, Brasília, p.76-82, 2015.
  • ·        BLOG Recursos Terapêuticas físicos. Disponível em: <http://blog.recursosterapeuticos.com.br/2016/11/correntes-excitomotoras-qual-usar-para.html?m=1>. Acesso em 20 de setembro, 2017.