sábado, 16 de novembro de 2019

Neuromodulação Elétrica


Hoje viemos falar sobre NEUROMODULAÇÃO! Se você não conhece e tem curiosidade em saber sobre esse assunto, confira no vídeo abaixo : o que é, como usar e 5 aplicações fisioterapêuticas!


O que é neuromodulação?

A neuromodulação consiste em estimular com eletricidade baixa uma região do cérebro ou de uma raiz nervosa periférica de maneira não invasiva ou invasiva para proporcionar benefícios num curto espaço de tempo (Kidgell e colaboradores, 2013).

Como usar?

A neuroestimulação pode ser usada por dois tipos de métodos, sendo:

 Invasivo, o qual é realizado pelo médico, uma vez que, requer necessidade de cirurgia para o implante do eletrodo na área a ser estimulada, utilização de anestesia, por tanto o paciente fica inconsciente. Com esse método é possível realizar a Eletroconvulso Terapia.

 Não invasivo, já era utilizado desde o século XVIII, quando o físico italiano Luigi Galvani, realizou diversos estudos com eletricidade. Usa-se eletrodos para estimular a área, seja por via transcutânea ou transcraniana. É um método no qual o paciente encontra-se consciente e após a aplicação pode voltar normalmente às suas atividades, por isso, é muito usado, além do mais pode ser aplicado por outros profissionais, inclusive o fisioterapeuta. Com essse método é possível realizar a Estimulação Transcraniana com Corrente Contínua( ETCC), Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) e Estimulação Elétrica Periférica.

Objetivos
É um processo que influencia a sinapse neuronal para deixando-a mais rápida e eficiente. Esse efeito é realizado pelos neuromoduladores, que são substâncias liberadas nas fendas pré-sinápticas e que atuam em receptores pós-sinápticos, porém gerando efeitos mais lentos e discretos do que aqueles gerados pelos neurotransmissores. Os neuromoduladores ligam-se a receptores pós-sinápticos e eram uma cascata de reações enzimáticas diversas na célula, que tem efeitos a longo prazo e de amplo espectro. Os efeitos da neuromodulação podem causar modificações no metabolismo do neurônio, influenciando o processo sináptico gerado pelos neurotransmissores.

Principais aplicações fisioterápicas:

 Redução ou cura do acidente vascular cerebral (Santos e colaboradores, 2013).
 Melhora dos transtornos da depressão (Moffa e colaboradores, 2014).
 Finaliza com a dependência de drogas e/ou do álcool (Jansen e colaboradores, 2013).
 Diminui as dores crônicas (Fregni e colaboradores, 2006).
 Trata da fibromialgia (Fregni e colaboradores, 2006b).
 Melhora os transtornos causados pelo Parkinson (Boggio e colaboradores, 2006) e pelo Alzheimer (Nardone e colaboradores,
 2012).
 Diminui o apetite de pessoas obesas (Montenegro e colaboradores, 2012), melhora o estado psicológico de pessoas impulsivas (Beeli e colaboradores, 2008).

 Otimiza o funcionamento da memória de trabalho (Zaehle e colaboradores, 2011) e outros.

Efeitos adversos da ETCC:

A ETCC pode causar efeitos adversos, mas nenhum desses incômodos ocasiona dano no cérebro, os mais comuns são os seguintes (Bikson, Datta, e Elwassif, 2009; Brunoni e colaboradores, 2011; Brunoni, Ponheiro e Boggio, 2012; Caumo, 2012):
 Desconforto, podendo ser reduzido se a esponja do eletrodo estiver com soro fisiológico com concentração entre 15 a 40 mM;
 Cefaleia;
 Vertigem;
 Náusea;
 Irritação na pele;
 Coceira;
 Formigamento
 Queimação da pele.

Contraindicações:
 Pacientes que fazem uso de anticoagulantes ou com distúrbios de coagulação;
 Pacientes com infecção ativa da provável área cirúrgica;
 Pacientes com marcapassos cardíacos;
 Gestação.

REFERÊNCIAS:

SILVA,Karini Cavalcanti da.Técnicas de neuromodulação no tratamento de pacientes com acúfenos crônicos e déficit auditivo. 2013. Disponível em> http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/15247/1/2013_KariniCavalcantidaSilva.pdf<.

MACHADO, Sergio ET al. Estimulação magnética transcraniana: aplicações na reabilitação de Acidente Vascular Cerebral. 341 Rev .Neurociência 2011;19(2):339-348.

MULLER,ET AL. O que é estimulação magnética transcraniana? Revista Brasileira de Neurologia. 49(1):20-31, 2013.

Fischer-Sgrott.et AL.Qualidade de vida de mulheres com bexiga hiperativa refratária tratadas com estimulação elétrica do nervo tibial posterior. Rev Bras Fisioter. 2009;13(6):480-6.

TOMASI, Andrelise Viana Rosa . ET AL. O uso da eletroestimulação no nervo tibial posterior no tratamento da incontinência urinária. Revista de enfermagem UERJ, Rio de Janeiro, 2014 set/out; 22(5):597-602.


Terapia de Ondas de Choque e Ondas de Pressão Radial: diferenças e aplicabilidades


ONDAS DE CHOQUE


-Desse modo, há três tipos de geradores de ondas de choque, sendo eles:


       História
-Inicialmente as ondas de choque eram usadas nas especialidades de urologia, para tratamentos de cálculos renais (litotripsia).
-Posteriormente , através de estudos científicos na Alemanha e na Áustria, foi descoberto que este método de tratamento também seria eficaz em patologias ortopédicas.

       Mecanismos:
-Efeito de cavitação: (rompimento de microbolhas com consequentes microrrupturas teciduais).
- Isso gera reações bioquímicas intracelulares, angiogênese, aumento do número de células e estimula o processo de regeneração tecidual.

       Procedimento:
A amplitude da onda e a forma do campo sonoro são modificadas pela interação com as camadas de tecido dentro do corpo do paciente, logo o transdutor da onda de choque deve ser acoplado ao corpo do paciente com gel condutor para evitar perda de energia.
A aplicação dura em torno de 30 minutos e pacientes relatam melhoras no primeiro dia. Um mês após a primeira aplicação, a maioria dos pacientes sente quase ou nenhuma dor.

       Aplicação:
-É feita através de ponteiras, que podem ser focais ou radiais.
-A ponteira escolhida, o número de sessões, intervalos, intensidade e frequência da TOC varia para cada patologia e tolerância de cada paciente.
-
O uso terapêutico das ondas de choque é feito por equipe médica, requer anestesia e âmbito hospitalar.

       Indicações:
-Lipotripsia e tratamento de fraturas ósseas não calcificadas.
-Quaisquer outras indicações como patologias musculotendíneas, ósseas e da pele requerem a modulação de parâmetros a fim de reduzir a “intensidade” do tratamento e adaptar a especificidade da lesão.

       Contraindicações         
-Tumor maligno na área de tratamento.
-Região abdominal em mulheres grávidas.
-Tecido pulmonar na área de tratamento.
-Placa de crescimento ósseo na área de tratamento.
-Cérebro ou medula espinhal na área de tratamento.
-Coagulopatia grave.
-Gravidez, quando tratamento na região abdominal.

ONDAS DE PRESSÃO RADIAL



       História:
-Surgiu como modulação de parâmetros do equipamento de ondas de choque, que futuramente foi desenvolvido devido possibilidade de se baratear o custo de tratamento de tecidos superficiais.

       Mecanismo:
-O tratamento causa quebra do tecido lesado e calcificações dando início a um processo inflamatório no local de aplicação. Como resposta ao dano causado ocorre aumento do fluxo sanguíneo e do metabolismo na região, causando aceleração do processo de cicatrização local. O aumento de fluxo é responsável por estimular regeneração tecidual, e dissipação dos fatores relacionados à gênese da dor no local.
        Benefícios:
-Aumento da capacidade angiogênica
-Aumento da circulação sanguínea
-Efeito anlgésico por inibição da ativação serotonérgica e ela indução de endorfina
-Aumento da difusão de citocina através das paredes vasculares, acelerando a cicatrização

Contraindicações: 

   Tumor maligno na área do tratamento
   Grandes vasos na área de tratamento.
   Gravidez (na região do útero gravídico)
   Cérebro ou medula espinhal na área do tratamento
   Tecido pulmonar na área de tratamento.
   Coração (exceto equipamento específico para a área)
   Falta de sensibilidade na área a ser tratada
   Transtornos de coagulação e trombose
   Ingestão de anticoagulantes

       Aplicabilidade:
        PATOLOGIAS DE TENDÃO:
   Calcificações Periarticulares dos Ombros (Tendinite Calcárea)
   Epicondilite Lateral e Epicondilite Medial (Cotovelo de Tenista e Golfista)
   Tendinite Patelar
   Tendinopatia do Aquiles (Tendão Calcâneo)
   Fascite Plantar Com ou Sem Esporão
   Tendinopatia do tendão Calcâneo (Aquileana)
-          PATOLOGIAS ÓSSEAS:
   Pseudoartrose (Fraturas Não Consolidadas) ou Retardo da Consolidação
   Fraturas por estresse
   Necrose Avascular óssea, sem desarranjo articular
-          PATOLOGIAS MUSCULARES:
   Síndrome dolorosa miofascial (Pontos de Gatilho)
   Lesões musculares crônicas sem descontinuidade
-          PATOLOGIAS DE PELE:
   Feridas não cicatrizadas
   Úlceras de Pele
   Celulite

Ondas de choque x Ondas de pressão radial :


 Referências :
Ondas de Choque. Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque. 2019.

KERTZMAN, Paulo. Et al. Tratamento por ondas de choque nas doenças musculoesqueléticas e consolidação óssea – Análise qualitativa da literatura.  Rev bras ortop . 2015; 50 (1): 3–8.

Moya, Daniel. Et al. The Role of Extracorporeal Shockwave Treatment in Musculoskeletal Disorders. J Bone Joint Surg Am. 2018; 100: 251-63.

PINHEIRO, João. Et al. Ondas de choque radiais: estudo clínico exploratório. Rev. Medicina Desportiva. 2014, 5(4), pp. 14 – 16.

TOMA, Juliana Takiguti. Et al. Benefício da terapia de ondas de choque no tratamento de úlceras cutâneas: uma revisão da literatura. Acta Fisiatr. 2016;23(1):35-4.

ARGÍLIO, Duílio. Et al. Terapia de ondas de choque extra-corpórea na tendinite calcificante do ombro: Revisão sistemática. – Revista de Ciências da Saúde da ESSCVP. Vol.2 Março 2010.

Integrantes
       Bruna Moraes
       Janaina Cunha
       Jéssica Carvalhaes
       Jonas Brito
       Júlia Alackooker
       Paylla Nogueira
       Rafaela Luiza
       Raphael Santiago
       Victor Josué



Equoterapia: princípios e aplicações fisioterapêuticas


 

Princípios e aplicações fisioterapêuticas

A Equoterapia é usada como recurso terapêutico há muito tempo (desde 458-370 A.C: O cavalo foi usado como agente curativo e os escritores médicos começaram a fazer comentários favoráveis sobre o emprego dele no tratamento da doença do homem. Hipócrates já aconselhava a equitação como tratamento de diversas patologias para beneficiar a saúde de forma geral). Mas no Brasil o método que chegou em 1989 trazido pela Dra. Gabriele Brigitte Walter e vem sendo estudado e aplicado com sucesso através dos anos.

De onde surgiu o termo?

A palavra Equoterapia foi criada pela ANDE-BRASIL para caracterizar todas as práticas que utilizem o cavalo com técnicas de equitação e atividades equestre objetivando a reabilitação de pessoas com deficiências ou necessidades especiais.

Para que serve? Quais são os benefícios?
Venha conhecer melhor:


E sabe como o cavalo ajuda nisso tudo?


A Equoterapia é muito mais do que se utilizar do movimento do animal como uma técnica de reabilitação, é um instrumento terapêutico global que atua em diversas dimensões biopsicossocial e efetiva podendo trazer um novo ânimo para vida dos indivíduos.


Referências:
- Shimosakai Ricardo, TUDO SOBRE EQUOTERAPIA; SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA COM CAVALOS; Ver. Esporte e aventura adaptada. 2019.

- Eckert Deisirê;         EQUOTERAPIA COMO RECURSO TERAPÊUTICO: NAÁLISE ELETROMIOGRÁFICA DOS MÚSCULOS RETO DO ABDÔMEN E PARAVERTEBRAIS DURANTE MONTARIA; BDU da Univastes; vol. 1, pp. 14-22. 2013.

- A PALAVRA EQUOTERAPIA em meio eletrônico: Matérias da Associação de Equoterapia; Tecnoblog e outros Veículos que só existem na Internet.




Fisioterapia PUC-MG – 4ª Período
Alunas: Gabriela Oliveira, Júlia Teixeira, Karen Kessy, Karolina Andreza, Letícia Caminhas, Luiza Rodrigues, Mylena Tabelini, Paula Maria e Victoria Oliveira.

Ultralaser e a Eletrólise Percutânea Intratissular (EPI)


O vídeo a seguir é um informativo educativo sobre dois novos recursos fisioterápicos: o Ultralaser e a Eletrólise Percutânea Intratissular (EPI), apresentado pelos alunos do 4° período do curso de Fisioterapia da PUC Minas que cursam a disciplina de Recursos Terapêuticos Físicos. Ainda estão sendo feitos estudos para confirmar a efetividade dos aparelhos em relação ao efeito fisiológico promovido e seu custo benefício e as vantagens ao adquiri-los.



Referências Bibliográficas
  
http://blog.recursosterapeuticos.com.br/2014/09/voce-conhece-o-ultrassom-e-seus.html Acesso em: 13 de setembro 2019

http://blog.recursosterapeuticos.com.br/2015/11/laser-de-baixa-potencia.html Acesso em: 13 de setembro 2019

http://blog.recursosterapeuticos.com.br/2018/09/ultralaser-e-epi-sao-novidades-na.html Acesso em: 13 de setembro 2019

http://fibrabh.com.br/site/epi-eletrolise-percutanea-intratisular/ Acesso em: 10 de setembro 2019

PAOLILLO; A. R. et al. EFEITOS TERAPÊUTICOS DO ULTRASSOM E LASER ASSOCIADOS EM MÃO DE MULHERES COM OSTEOARTROSE. 2014. P.1726 – 1729. In: XXIV Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica. Uberlândia. 2014.

SANCHEZ-IBAÑEZ JM. et al. New Technique in Tedol Sport Recovery. Percutaneous Electrolysis Intratissue (EPI®) - Internacional Journal of Physical Medicine & Rehabilitation –Valencia, Espanha – 17 de Março 2013 – volume 1 – seção 2.

SANCHEZ-IBAÑEZ, Jose. (2016). Intratissue Percutaneous Electrolysis (EPI)  in the Treatment of Achilles Tendinopathy. Journal of Novel Physiotherapies. 07. 10.4172/2165-7025.1000i101.

SINTRA, Rui. Aparelho une ultrassom e laser para tratar osteoartrose – Agência USP de notícias – São Paulo – 02 de março de 2015. Disponível em: http://www.usp.br/agen/?p=202472. Acesso em: 10 de setembro 2019

quarta-feira, 6 de novembro de 2019