quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Eletroterapia: tem ou não eficácia na melhora da qualidade de vida de indivíduos com DPOC?

A DPOC é caracterizada pela obstrução do fluxo aéreo expiratório, denominadas enfisema pulmonar e bronquite crônica. Devido a essa obstrução os pacientes portadores de DPOC sofrem prejuízos na mecânica pulmonar e na musculatura esquelética periférica e respiratória, representando um fator essencial na dispneia, o que acarreta uma intolerância ao exercício de intensidade variável relacionada a disfunção muscular.

Alguns estudos realizados mostram a eficiência da intervenção de eletroterapia diante da doença. Métodos de eletroestimulação neuromuscular vêm sendo utilizados na fisioterapia para reabilitar o músculo diafragmático e melhorar a ventilação pulmonar em pacientes que apresentam distúrbios respiratórios.


Os RTF's que estimulam a contração muscular (ex: corrente russa, FES, corrente interferancial) podem ser utilizados, sendo aplicados nos pontos motores do músculo diafragmático para o ganho de força muscular respiratória através de eletroestimulação neuromuscular, tanto na musculatura inspiratória como na musculatura expiratória, com correntes de média frequência, pois mostraram mais eficiência no aumento da força muscular, por promover menos fadiga muscular, e por ser mais agradável do que correntes de baixa frequência.

Estudos comprovam que indivíduos com DPOC que possuem uma boa qualidade de vida, como bom estado nutricional, que não possuam patologias cardiovasculares, distúrbios esqueléticos, sensoriais e psicossociais, possuem um bom resultado no tratamento quando este é relacionado com o uso de eletroterapia. E para que ainda se obtenha um melhor resultado, exercícios que trabalhem a musculatura respiratória e abdominal irão desencadear diminuição da sensação de dispnéia e melhora com relação ao comprimento versus tensão do diafragma.


14 comentários:

  1. Sobre os pacientes com DPOC, mostram que há resultados satisfatórios no tratamento com eletroterapia, aqueles que tem boa qualidade de vida. Como o citado "Estudos comprovam que indivíduos com DPOC que possuem uma boa qualidade de vida, como bom estado nutricional, que não possuam patologias cardiovasculares, distúrbios esqueléticos, sensoriais e psicossociais, possuem um bom resultado no tratamento quando este é relacionado com o uso de eletroterapia."
    Normalmente pacientes idosos tem outras patologias como as cardiovasculares, então a eletroterapia já não teria resultados bons por uma boa parte dos pacientes idosos com DPOC.

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  2. -Jéssica Sabadini: Muito interessante o uso da estimulação elétrica nesse caso! Também deve ser uma opção de bastante expressividade levando-se em conta que não há, pelo meu conhecimento, outros recursos que auxiliam o tratamento dessa maneira.

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  3. Em um primeiro momento, é difícil estabelecer uma relação direta entre a DPOC e a Eletroterapia, especialmente no que se diz respeito a melhorar a dinâmica da ventilação pulmonar.
    É importante considerar que melhorar a qualidade respiratória desses pacientes implica em melhorias funcionais, o que contribui positivamente com o aspecto psico-emocional dessa patologia e com a evolução do do tratamento, de forma geral.
    Phillipe Marques, 4° período de Fisioterapia (PUC Minas).

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  4. Gostei da matéria. Se caso o paciente não tivesse uma boa qualidade de vida poderia mesmo assim aplicar a eletroterapia?
    Keila 4° período

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  5. Izabela Santos Azevedo3 de novembro de 2013 14:22

    Muito interessante o tema abordado, mostrando como os rtf's podem ser utilizados em casos de doenças.
    Izabela Azevedo - 4° Período.

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  6. Eduardo Cunha e Parreiras3 de novembro de 2013 16:51

    Outro artigo de muita relevância do uso dos RTF´s com objetivos de contração muscular,nesse caso auxiliando na contração da musculatura respiratoria e abdominal,para um trabalho na redução dos sintomas da DPOC,como a dispnéia.

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  7. Brenda Gonçalves 4º período3 de novembro de 2013 19:48

    É uma boa intervenção para as pessoas com DPOC. Mas parece ser muito seletivo e específico (indivíduos com boa qualidade de vida, bom estado nutricional, ausência de patologias cardiovasculares, entre outras) para que tenha um resultado satisfatório.

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  8. É bem legal ver como a eletroterapia pode ajudar no tratamento de algumas patologias .
    Gabriela Gonçalves ,4° Período, Fisioterapia

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  9. Sem dúvidas um recurso muito importante para a recuperação desses pacientes.Ficou muito bom !
    Luísa Farias.

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  10. Muito interessante o tema abordado. É muito legal conhecer as diversas áreas que a Fisioterapia pode atuar.

    Laryssa Galo - 4° período, Fisioterapia

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  11. Samara- 4º período6 de novembro de 2013 18:57

    Muito interessante essa postagem
    Dúvida: apesar de contra indicada na região do tórax, a eletroterapia, para essa finalidade, pode ser colocada na região diafragmática?

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  12. Muito Legal o tema abordado. Parabéns!
    Ana Carolina De Almeida/4°Período

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  13. A eletroterapia auxilia os pacientes que não apresentam um quadro satisfatório de saúde. Porém, a eficácia será muito grande para aqueles pacientes livres de outras patologias.
    Luísa Nassif Silva - 4º período/fisioterapia.

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  14. Muito bom! eletroterapia aplicada também nos tratamentos de DPOC, muito boa a abordagem, gostaria de saber mais sobre o caráter seletivo de pacientes citado em um comentário acima.

    Michelle Araújo 4º fisio

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